Energia Solar é Foco no Projeto Mineiro

 

Desenvolvido por uma empresa do estado, a solução irá permitir o armazenamento de energia solar gerada durante o dia para utilização em horários de ponta, beneficiando tanto os consumidores quanto as próprias distribuidoras de energia.

No Brasil, o número de brasileiros que estão gerando a sua própria energia através da luz do sol cresce exponencialmente a cada ano. Até o último levantamento da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), feito em abril deste ano, 9.132 consumidores residenciais, comerciais e industriais já geram energia solar no segmento de geração distribuída.

No entanto, um dos entraves da tecnologia fotovoltaica, assim como o de outras tecnologias de geração elétrica a partir de fontes renováveis, é a sua geração intermitente, ou seja, sua alternância entre momentos de geração e não geração.

Obviamente, por utilizar a luz do sol como fonte geradora, os sistemas fotovoltaicos geram uma quantidade de energia diretamente proporcional a disponibilidade da primeira, portanto, em dias nublados e/ou chuvosos, a quantidade de energia gerada é menor e, durante à noite, essa é cessada por completo.

Isso representa um problema na medida em que grande volume do consumo elétrico dos consumidores vem daquelas horas em que o sol não está brilhando alto no céu e, consequentemente, os sistemas não estão gerando energia.

Enquanto pesquisas vem sendo desenvolvidas para tentar acabar com esse obstáculo da tecnologia, uma solução já existente e que vem sendo utilizada em projetos de geração solar em ilhas havaianas é o armazenamento de energia solar em banco de baterias própria para isso.

Armazenamento de energia solar no Brasil

Agora, no Brasil, um projeto de pesquisa e desenvolvimento proposto pela Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), e já aprovado pela ANEEL, fará uso de um sistema de armazenamento de energia solar para utilizar aquela energia gerada durante o dia nos horários de ponta.

O horário de ponta, como é chamado, compreende aquela faixa horária de maior consumo elétrico pela população, que é das 18h às 21h. Como o consumo é maior, as distribuidoras de energia do país acabam elevando seus preços como forma de controlar esse consumo e, assim, evitar sobrecargas em suas redes de transmissão.

Em determinadas épocas do ano em que a oferta de energia é menor, inclusive, as usinas termelétricas acabam sendo acionadas para suprir esse consumo, as quais possuem elevado custo de operação e ainda poluem o meio ambiente.

As usinas, grandes consumidoras de energia elétrica, são as que sofrem maior impacto com essa elevação do preço da energia. Por isso, esse projeto de armazenamento de energia solar, desenvolvido por uma empresa de Minas Gerais, visa, inicialmente, atender esse segmento industrial.

Através da solução criada pela empresa, um banco de baterias especialmente desenvolvidas será conectado ao sistema gerador fotovoltaico e à rede elétrica. Assim, durante o dia, a energia gerada será utilizada para abastecer essas baterias, enquanto a indústria consome a energia da rede no valor normal.

Quando chegar o horário de ponta, a indústria então passará a consumir a energia que foi armazenada nas baterias, evitando o consumo da energia mais cara da rede elétrica. No dia seguinte, quando o sol despontar novamente no céu, o processo inicia-se de mais uma vez.

Embora esses sistemas fotovoltaicos conectados à rede e adaptados com banco de baterias já existam (chamados de sistemas híbridos), eles fazem uso de equipamentos específicos que acabam elevando muito os seus preços aos consumidores, como o próprio inversor híbrido.

A grande inovação dessa solução criada pela empresa mineira, portanto, é a possibilidade de adaptar o banco de baterias aos sistemas fotovoltaicos conectados à rede sem a necessidade de substituição de seus equipamentos, utilizando-se de hardwares específicos para isso.

Isso significa que os milhares de consumidores que já possuem sistemas fotovoltaicos On-Grid no país poderão fazer uso dessa solução quando ela estiver disponível no mercado, o que deve acontecer dentro de um ano e meio, segundo a empresa.

Outra grande vantagem da solução é o sistema de controle e monitoramento de energia que ela irá disponibilizar ao seu proprietário, podendo este ver qual o melhor momento de liberar a energia armazenada na rede elétrica, ou seja, aquele momento em que ele ganhará mais pela energia injetada na rede.

Com duração de quatro anos, o projeto terá um valor de investimento final de R$21 milhões e irá englobar, além do sistema de armazenamento de energia solar, outras soluções, como laboratórios itinerantes de geração distribuída compartilhada, assim como capacitação profissional e publicações de artigos.

De acordo com o presidente da empresa Mineira, o objetivo com o projeto “é que as concessionárias de energia elétrica ampliem a utilização de energia fotovoltaica e de outras fontes renováveis combinadas com baterias, até chegar ao ponto em que a necessidade de ativação das termelétricas, que emitem grande quantidade de CO2 na atmosfera, seja eliminada”.


Fonte de informação: Ambiente Energia – Fonte   Diário do Comércio – Fonte

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